Com o ano quase acabando, apenas nos resta uma coisa: torcer para o Brasil na Copa do Mundo de Basquete 3×3 Unificado! Nesta edição da newsletter, acompanhamos como foi o processo da seleção brasileira para chegar às quadras em Porto Rico, e a escolha da data da competição não poderia ser mais simbólica para o movimento. No dia 3 de dezembro, o mundo celebra o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, reforçando a importância da inclusão e do respeito, até porque dois dias depois, essa filosofia sai do conceito teórico e vira prática nas quadras.
Antes de começarmos a falar de basquete, aproveitamos este espaço para novamente agradecer o apoio do Lions International, que nos proporciona esta fonte de informação todos os meses, e aos voluntários, que se fazem cada vez mais importantes, sobretudo, com a volta dos eventos. E um agradecimento especial ao nosso patrocinador, adidas, por propiciar momentos de treinos, interação entre os atletas e o uniforme usado dentro e fora das quadras.
Agora é hora de soar o apito para o início dos jogos!
Boa leitura!
A bola vai subir em Porto Rico! – um pouco mais sobre a competição

É hora de aquecer, porque o Brasil está prestes a entrar no garrafão da história. De 5 a 7 de dezembro, em San Juan, Porto Rico, acontece a 1ª Copa do Mundo de Basquete 3×3 Unificado, organizada pelo movimento Special Olympics — e o Brasil está mais do que convocado para o jogo.
O calendário joga a nosso favor! Como mencionado anteriormente, em 3 de dezembro, o mundo inteiro volta os olhos para o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, uma data dedicada a fortalecer a inclusão e valorizar a participação igualitária. Logo depois, no dia 5, essa pauta deixa o papel e ganha vida no Basquete 3×3 Unificado, onde atletas com e sem deficiência intelectual entram juntos em quadra, dividindo responsabilidades, trocando passes e construindo o jogo como um só time.
O palco será o Distrito T-Mobile, arena que também foi sede da AmeriCup FIBA 3×3 dos anos de 2023 e 2024. E pode ter certeza: nossa seleção brasileira chega preparada para dar trabalho e, claro, fazer bonito no placar. É um jogo rápido, intenso e cheio de emoção — do jeito que o 3×3 pede.
A nossa seleção: quem veste a camisa e representa o Brasil

Depois de um processo seletivo digno de playoff, com disputas acirradas nos Jogos Nacionais de Basquete 3×3, em julho deste ano, a equipe que representará o país está definida. De diferentes estados, trajetórias e histórias, esses atletas vão entrar juntos, formar o trio, criar jogadas e manter o entrosamento afinado para buscar as melhores posições.
Como o próprio formato sugere, a competição segue a metodologia do Esporte Unificado, que reúne atletas com e sem deficiência intelectual no mesmo time. No esquema do 3×3, isso significa que cada trio conta, obrigatoriamente, com um jogador sem deficiência intelectual — o atleta-parceiro — garantindo uma dinâmica inclusiva e colaborativa em quadra.
Vamos conhecer os atletas e a equipe que representarão o Brasil nas quadras de Porto Rico:
Atletas:
- Bruno Gil — Bauru (SP)
- Kaio Vinycius — São João de Meriti (RJ)
- Jorge Adriano — São João de Meriti (RJ)
Atletas-parceiros:
- Alberto Soares — Brasília (DF)
- Gabriel Gama Soares — Campos dos Goytacazes (RJ)
Comissão técnica:
- Rafael Ribeiro — São João de Meriti (RJ)
- Lincoln Luiz Fiuza — Brasília (DF)
O time se reuniu em outubro, em Alphaville (SP), para treinos, conexão e criação de jogadas — afinal, química dentro da quadra é tão importante quanto um bom arremesso. Em Porto Rico, os ajustes finais acontecem nos dias 3 e 4 de dezembro, antes do apito inicial.
Para completar o visual de quem chega pra jogo, a equipe veste uniforme oficial adidas — dentro e fora da quadra.

equipe reunida no encontro da Adidas, em Alphaville
Formato de disputa e jogos do Brasil

Prepare o cronômetro: no 3×3, tudo acontece no ritmo de contra-ataque. As partidas duram 10 minutos ou até que uma equipe chegue aos 21 pontos — o famoso “quem chegar primeiro, leva”. Jogando em meia quadra, o dinamismo é total: muitos dribles e muita movimentação — claro, isso tudo da forma mais leve possível, afinal o objetivo principal é promover o esporte de forma divertida. O Brasil está no Grupo C, ao lado de Burkina Faso, Jordânia e Paraguai. E a nossa tabela já está definida:
Jogos da fase de grupos
5 de dezembro
- 10h20 — Brasil x Burkina Faso
- 17h00 — Brasil x Jordânia
6 de dezembro
- 10h20 — Brasil x Paraguai
Após a fase de grupos, entra em quadra o processo de Divisioning, que organiza as seleções de acordo com seu nível de habilidade. Isso garante partidas equilibradas e mais oportunidades para todos chegarem longe — inclusive às semifinais e finais — e ninguém fica fora do jogo.
Torcida Especial

E como se não bastasse, o Brasil ainda tem um reforço de peso na torcida: Anderson Varejão, gigante das quadras e símbolo da seleção brasileira, é o embaixador oficial da OEB na competição. Ele tem acompanhado o time, enviado mensagens de apoio e garantido aquela energia de quem sabe o que é disputar no mais alto nível.
Agora é com a gente! Vamos juntos torcer, vibrar e incentivar nossos atletas para grandes jogadas, além de mostrar que inclusão, trabalho em equipe e paixão pelo jogo são, sim, a fórmula perfeita para enterrar o capacitismo de vez!
Muito obrigado por ter lido até aqui e até o próximo mês com tudo que rolou na competição e resultados sobre os jogos!
Vamos pra cima, Brasil!
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