Por meio da prática esportiva, as pessoas com deficiência mostram seu valor, compartilham alegria e convivem numa sociedade mais igualitária.

 

ATLETAS CREDENCIADOS

A Special Olympics International possui em todo mundo aproximadamente 4 milhões de atletas provenientes de mais de 180 países diferentes.
Nos últimos Jogos Mundiais de Verão (Summer World Games), que aconteceram na Grécia em Julho/2011, tivemos a participação de mais de 7500 atletas de mais de 170 países, o que torna esse evento o segundo maior evento esportivo do mundo, ficando atrás apenas das Olimpíadas. A delegação brasileira participou deste evento com o envio de uma delegação de 62 pessoas com 42 atletas.
De acordo com os dados do IBGE (ano 2000) temos no Brasil cerca de 13 milhões de pessoas com deficiência intelectual. A Olimpíadas Especiais atende atualmente cerca de 44.000 atletas em sete Estados brasileiros com meta de crescimento para 55.000 em âmbito nacional até 2015.

ESPORTES

 

Tênis de mesa

O tênis de mesa, no mundo, possui 300 milhões de praticantes ocasionais e 40 milhões de praticantes federados distribuídos entre 186 federações filiadas à ITTF. Na China, 10 milhões federados e no Brasil 20 mil atletas federados. Sendo um esporte, portanto, popular por excelência, que não exige biótipo específico para a sua prática, podendo ser jogado por pessoas de todas as idades, inclusive deficientes físicos. Seu aprendizado apresenta um grau de dificuldade mínimo e a sua evolução técnica é muito rápida, o que proporciona um alto nível de satisfação para os iniciantes; Special Olympics International não poderia ficar fora dessa, e entrou para proporcionar aos atletas da instituição o Tênis de mesa.

 

Eventos oficiais da Special Olympics International:
  • Simples;
  • Duplas;
  • Duplas mistas;
  • Duplas unificadas;
  • Habilidades Individuais;
  • Cadeirantes.

 

Sem dúvida, é uma atividade que proporciona o desenvolvimento da coordenação motora e a rapidez de raciocínio, principalmente nos adolescentes, além de ser uma excelente ocupação de lazer e formação, capaz de promover a solidariedade, a união e a organização necessária ao crescimento humano.

 

Tênis de campo

O Tênis de campo começou nas Olimpíadas Especiais em abril de1998, como esporte demonstração e participou dos Jogos Nacionais pela primeira vez na USP, em novembro de 1998 com 6 atletas das cidades de Jundiaí e 1 de Vinhedo, quando foi sorteado o atleta de Vinhedo (Fabio Beane) para participar dos Jogos Mundiais na Carolina do Norte e foi também a primeira participação do tênis do Brasil em Jogos Mundiais.

Depois disso, o tênis foi expandindo para outras cidades da região de Jundiaí, de São Paulo e também para outros estados. Devido a esse crescimento, nossa cota de participação em Jogos Mundiais foi aumentando, e na Grécia, temos 6 tenistas que participarão. Além disso, foi criado um Comitê Assessor na América Latina, que assinou um contrato de parceria com a COTECC (Confederação de Tênis do Caribe e Centro América) e COSAT (Confederação Sul Americana de Tênis) para difundir o programa Tênis Somos Todos.

Com isso, realizamos o 1o Torneio Pan-americano de tênis em Jundiaí – SP em 2008, o 2º Torneio Pan-americano de tênis em Monterrey, México em 2009 e o 3º torneio Pan-americano de tênis em San Juan, Porto Rico em 2010.

Devido às organizações destes torneios, Teresa é a responsável pela organização do tênis (technical delegate) nos Jogos Mundiais da Grécia em 2011. Hoje temos cerca de 100 jogadores de tênis no Brasil, com um nível de habilidade muito bom e parceria com a CBT (Confederação Brasileira de Tênis).

 

Natação

Os Regulamentos Esportivos Oficiais da Special Olympics International para os Esportes Aquáticos regem todas as competições da Olimpíadas Especiais. Como um programa de esportes internacional, a Special Olympics International criou estas regras com base nos regulamentos para esportes aquáticos estabelecidos pela Federation Internationale de Natacion Amateur (FINA) [Federação Internacional de Natação Amadora] regras aquáticas encontradas em http://www.fina.org/rules/index.php.

Os regulamentos da FINA ou do NGB [Órgão Regulador Norte-Americano] serão cumpridos, exceto quando os mesmos forem conflitantes com os Regulamentos Esportivos da Special Olympics International para os Esportes Aquáticos ou Artigo I. Nestes casos, devem ser utilizados os Regulamentos Esportivos Oficiais para Esportes Aquáticos.

A abrangência das provas tem a intenção de oferecer oportunidades de competição para atletas de todos os níveis de habilidade a partir dos 08 anos de idade. Programas devem determinar as provas oferecidas e, se necessário, as orientações para a realização destas provas. Técnicos são responsáveis por oferecer treinamento e selecionar as provas apropriadas para o nível de habilidade e interesse do atleta. Recomenda-se que o técnico responsável seja certificado pela Special Olympics International.

  • Provas de Caminhada e de Flutuação – Estas provas proporcionam desafio significativo para os atletas com baixo nível de habilidade. Não será permitido o uso de qualquer tipo de flutuador nas provas, exceto naquelas especificadas como provas de flutuação e de Nado Assistido.
  • Nado Não-Assistido – Estas provas proporcionam desafio significativo para os atletas com baixo nível de habilidade. Os atletas nadarão a distância total sem nenhum auxílio físico. Oficiais de prova podem permitir que técnicos ofereçam encorajamento verbal e/ou instrução aos nadadores, porém somente do deque da piscina nestas provas.
  • Nado Assistido – Estas provas proporcionam desafio significativo para os atletas com maior comprometimento motor. Cada atleta terá seu próprio técnico/assistente. O assistente poderá tocar, orientar ou instruir o atleta, mas não poderá lhe dar sustentação ou auxiliá-lo no movimento para frente. O nadador poderá usar um flutuador (consultar as especificações relacionadas na cláusula D, 2 – Equipamentos). O assistente poderá permanecer na piscina ou no deque.

 

Basquetebol

O esporte é uma necessidade individual e social, uma influência que se evidencia cada vez mais dentro das atividades do homem, é mais necessária que nunca e mais ainda quando se adapta a necessidades e habilidades de cada indivíduo, constitui uma fonte de equilíbrio e saúde.

Vem de encontro à filosofia da Special Olympics International, onde se procura dar oportunidades as pessoas com deficiência intelectual de praticar e competir uma ou mais modalidades esportivas:

“Dar oportunidades a todos os atletas com diferentes capacidades intelectuais independente do nível de habilidade.”

O Basquetebol é um esporte atraente, de movimentos diversos e dos mais completos, pode ser trabalhado de diferentes maneiras que englobam a sua prática sob a forma de lazer ou competição.

“O Basquetebol é sem dúvida, um esporte completo, sendo uma sucessão de esforços intensos e breves, realizados em ritmos diversos, bem como, é um conjunto de corridas, de saltos e lançamentos” (Daiuto – 1984)

Assim conforme as orientações da Special Olympics International a participação dos atletas em qualquer competição devem ocorrer após um período mínimo de treinamento (8 a 12 semanas). Para que todos os participantes estejam preparados a desenvolver a modalidade escolhida.

No Brasil as competições de Basquetebol serão realizadas de acordo com as normas e regras oficiais, previstas pela Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB), e o que dispuserem os regulamentos gerais e técnicos das competições realizadas pela OLIMPÍADAS BRASIL.

 

Ginástica Rítmica

A Ginástica rítmica, é uma Modalidade desportiva que possui infinitas possibilidades de movimentos corporais combinados aos elementos de ballet e dança, realizados fluentemente em harmonia com a música e coordenados com o manejo dos aparelhos próprios desta modalidade olímpica, que são a corda, o arco, a bola, as maças e a fita.
Esta modalidade é muito bem aceita pelas meninas com deficiência intelectual, as quais se sentem felizes nos treinamentos e competições quando executam suas sequências corporais em afinidade com os aparelhos ao ritmo da música.

Judô

No cenário Olímpico, o Judô foi inserido no programa competitivo para homens em Tóquio (1964) e mulheres como demonstração em Seul (1988), mas oficialmente como prova em Barcelona (1992). Já nos Jogos Paraolímpicos, foi inserido para homens em Seul (1988) e mulheres em Atenas (2004). No caso deste último evento, a modalidade é praticada somente por pessoas com deficiência visual.

No Judô da Special Olympics International, os atletas estão agrupados de acordo com seus níveis de habilidades e não somente por peso e sexo, como nos casos do Judô Olímpico e Paraolímpico. Em alguns casos são montadas categorias combinadas entre pesos próximos quando há um número reduzido de atletas em competição. Para 2014, iniciar-se-ão as divisões por classes etárias: Infanto-Juvenil (06 a 13 anos), Juvenil-Junior (+14 a -21 anos), Senior-Master (+21 anos) estimulando a equidade esportiva no caso da competição. No entanto, quando se trata de festivais não há separações entre idade, gênero ou peso. A principal diferença entre o Judô deste segmento e a modalidade no âmbito paraolímpico ou olímpico é que não são permitidas as técnicas de sacrifício, estrangulamentos ou chaves-de-braço, retiradas por questões de segurança à saúde dos atletas da Special Olympics International. Outra novidade são as competições por equipes combinadas em que há a disputa em 5 categorias de peso, conforme o regulamento da IJF (Federação Internacional de Judô). Todavia, quando o país, cidade ou clube não tiver o número total de atletas é permitida a composição de atletas de outras equipes ao time que participará da competição.

 Algumas características da modalidade Judô na Special Olympics International:

 A partir da luta em pé, de joelhos ou no solo, fazendo uso das técnicas do esporte, atletas usando o Judogi (também conhecido por kimono no Brasil ou roupa de Judô), fazem do combate corporal uma relação entre atleta versus companheiro, visto que a figura do adversário é substituída pela imagem do parceiro de treino ou competição. As técnicas do go-kyo são preconizadas para o ensino, assim como as imobilizações. Para graduados, contudo, é possível o ensino das demais técnicas, porém estas não são permitidas para a competição.  As técnicas de sacrifício, estrangulamento, chaves-de-braço não são permitidas, assim como ações de projeção que partam da posição de joelhos, como o seoi-nage ajoelhado. As regras são adaptadas da IJF, com ajustes específicos referente à mudança do tempo, posicionamento verbal do árbitro e outras pequenas adaptações para permitir uma melhor participação do atleta. A questão da disciplina, respeito, organização, hierarquia, entre outros valores, fazem parte da conduta diária do esporte que não diferencia nada e ninguém, apenas proporciona uma prática igual para todos.

Atletas em cada esporte e eventos são agrupados por idade, sexo e habilidade, de modo a proporcionar uma chance razoável de ganhar. Na Special Olympics International não há Recordes Mundiais, pois cada atleta, seja o mais rápido ou mais lento da divisão é valorizado e reconhecido da mesma forma. Em cada divisão, todos os atletas receberão um prêmio em forma de medalhas. No Judô premia-se com medalhas de ouro o primeiro colocado, prata o segundo colocado e bronzes para os dois terceiros lugares. Porém, para os quintos lugares em diante, premia-se com medalhas de participação. Essa ideia de agrupamentos por habilidades semelhantes é a base para a competição da Special Olympics International e se torna viável pelo Divisioning (treino de classificação), onde é possível observar a motricidade individual global e específica sobre os gestos motores do Judô e os padrões de composição física de cada participante. A equidade competitiva pode ser testemunhada em todos os eventos da Special Olympics International, seja em atividades aquáticas, atletismo, tênis de mesa, futebol, esqui ou ginástica. Todos os atletas recebem a mesma oportunidade de participar, se apresentar e ser reconhecido por fazer o seu melhor por seus companheiros, familiares, amigos e fãs.

 

PROVAS OFICIAIS

As provas abaixo fazem parte do programa oficial da Special Olympics International. A série de eventos é destinada a proporcionar oportunidades de competição a atletas de todos os níveis de habilidades.

 

  1. Dribles em velocidade;
  2. Equipe de habilidades de basquetebol;
  3. Torneio de habilidades individuais;
  4. Competição de equipes;
  5. Competição de meia quadra: 3X3;
  6. Competição de equipes de basquetebol unificado;
  7. Competição de meia quadra de basquetebol unificado: 3X3.

 

OBS.: No Brasil será incentivada a realização (a) da Competição de Equipes (incluindo os testes de avaliação das habilidades de basquetebol para definir a divisão em que cada equipe jogará), (b) do Torneio de Habilidades Individuais (composto de três provas) e (c) da Competição de Equipes de Basquetebol Unificado.